Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose

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Casos Atípicos

Diagnóstico Diferencial

Como avaliar os casos atípicos


a) Microbiologia do trato respiratório. Existe predisposição para colonização e infecção por Pseudomonas aeruginosa, principalmente quando for forma mucóide.

b) Pesquisar a presença de bronquectasias (Raios-X de tórax e tomografia computadorizada de alta resolução de tórax).

c) Avaliação dos seios paranasais. A presença de polipose nasal, a presença de bactérias como Pseudomonas aeruginosa e alterações na radiografia e tomografia dos seios paranasais (hipoplasia do seio frontal e etmoidal, desmineralização do processo uncinado, desvio medial bilateral da parede lateral da cavidade nasal, mucocele). Esses achados raramente são encontrados em crianças e sua presença tende a ser patognomônico de FC.

d) Avaliação da função pancreática exócrina. Não há um teste ideal. O melhor consiste em estimular o pâncreas, coletar a secreção pancreática via entubação duodenal e análise das enzimas (lipases, colipases). No entanto é invasivo, caro e difícil de realizar. Como alternativa, testes não invasivos são disponíveis. O mais sensível e específico (ELISA – Elastase pancreática-1). A coleta de fezes por 72 horas, para avaliação do coeficiente de absorção de gordura, é outra forma de avaliar a função pancreática exócrina.

e) Avaliação do trato genital masculino. Azoospermia obstrutiva é encontrada em 98-99% dos pacientes com FC. A maioria ocorre por agenesia congênita bilateral do ducto deferente.

f) Excluir outros diagnósticos como: discinesia ciliar, imunodeficiência, alergia e infecção.