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  Belém, 13 de setembro de 2002.

Sespa informa que hospital já recebeu remédio para fibrose

A Secretaria Executiva de Saúde Pública (Sespa) informou ontem que os medicamentos para fibrose cística, que estavam retidos pela Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), já foram liberados e entregues ontem ao Hospital Barros Barreto, após o pagamento de taxas portuárias no total de R$ 30 mil, cobrados pela Infraero à Sespa.
De acordo com a Secretaria, houve atraso na liberação dos medicamentos, por responsabilidde da própria Infraero e da empresa Serviços de Despachos em Geral Cunha (Sedespa). Esta, informou em atraso à Sespa da chegada dos medicamentos, por meio de ofício com a data de 31 de julho, mais de três meses depois da chegada da carga, vinda da Alemanha, que data de 27 de abril.
O secretário Fernando Dourado informou que vai abrir processo para apurar as responsabilidades no atraso da entrega dos medicamentos e exigir da empresa a devolução da taxa paga à Infraero, cujo valor exorbitante foi provocado pelo atraso na retirada da mercadoria. Dourado também reclamou do tratamento dado pela Imprensa ao imbróglio: “Do jeito que a notícia foi divulgada, até parece que a Sespa preferiu pagar os R$ 30 mil. Isso é um absurdo. Para nós, o mais importante é fazer o medicamento chegar o mais rápido possível aos usuários. Tanto é que, ao ser informado, embora não tenha concordado com a Infraero, autorizei imediatamente o processo de pagamento”.
A Sedespa alegou para o atraso que houve demora entre a chegada da mercadoria e o registro no Siscomex da Alfândega, procedimento que deveria ter sido feito pela própria Infraero. Também houve demora no laudo de inspeção dos medicamentos, a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para completar este festival de erros, a Infraero enganou-se na hora de lançar o valor da compra, que foi de R$ 167.383,65, mas foi registrado como R$ 67.383,65.

 

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