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Sespa
informa que hospital já recebeu remédio para fibrose
A Secretaria Executiva de Saúde Pública (Sespa)
informou ontem que os medicamentos para fibrose cística, que estavam
retidos pela Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), já
foram liberados e entregues ontem ao Hospital Barros Barreto, após o
pagamento de taxas portuárias no total de R$ 30 mil, cobrados pela
Infraero à Sespa.
De acordo com a Secretaria, houve atraso na liberação dos medicamentos,
por responsabilidde da própria Infraero e da empresa Serviços de
Despachos em Geral Cunha (Sedespa). Esta, informou em atraso à Sespa da
chegada dos medicamentos, por meio de ofício com a data de 31 de julho,
mais de três meses depois da chegada da carga, vinda da Alemanha, que
data de 27 de abril.
O secretário Fernando Dourado informou que vai abrir processo para apurar
as responsabilidades no atraso da entrega dos medicamentos e exigir da
empresa a devolução da taxa paga à Infraero, cujo valor exorbitante foi
provocado pelo atraso na retirada da mercadoria. Dourado também reclamou
do tratamento dado pela Imprensa ao imbróglio: “Do jeito que a notícia
foi divulgada, até parece que a Sespa preferiu pagar os R$ 30 mil. Isso
é um absurdo. Para nós, o mais importante é fazer o medicamento chegar
o mais rápido possível aos usuários. Tanto é que, ao ser informado,
embora não tenha concordado com a Infraero, autorizei imediatamente o
processo de pagamento”.
A Sedespa alegou para o atraso que houve demora entre a chegada da
mercadoria e o registro no Siscomex da Alfândega, procedimento que
deveria ter sido feito pela própria Infraero. Também houve demora no
laudo de inspeção dos medicamentos, a cargo da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). Para completar este festival de erros, a
Infraero enganou-se na hora de lançar o valor da compra, que foi de R$
167.383,65, mas foi registrado como R$ 67.383,65. |