Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose

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A primeira descrição de FC deve-se a Landsteiner em 1905. No Brasil, a primeira publicação sobre FC foi realizada por Gesteira em 1942.

Lap-Chee Tsui, Collins F et al, em 1989, isolaram e clonaram o gen da FC. Está localizado no braço longo do cromossomo 7. A FC é uma doença autossômica recessiva. Isso significa que os pais possuem o gen, mas não expressam a doença. Por essa razão, a presença de história familiar positiva está presente em apenas 16% dos casos diagnosticados.

Atualmente estão descritas mais de 1.000 mutações do gen da FC. A mutação Delta F 508 é a mais freqüente. “Delta” significa ausência e “F” fenilalanina, ou seja, ausência do aminoácido fenilalanina na posição 508. Raskin et al, estudaram a freqüência das mutações na população de cinco estados, da região sul e sudeste do Brasil. A mutação Delta F 508 foi a mais freqüente, encontrada em 47% dos casos. A presença de duas mutações causa alteração de uma proteína da membrana das células denominada CFTR (cystic fibrosis transmembranae conductance regulator), que é na verdade o canal do cloro. As várias mutações manifestam diferenças na função do canal do cloro, o que parcialmente explica as diferentes expressões fenotípicas da doença.  

  PAIS


  FILHOS

Na doença autossômica recessiva, os pais são portadores do gene mas não têm sintomas. A probabilidade, em cada gravidez, é de um filho(a) com doença (25%), ou portador (50%), ou saudável (25%).